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Fera Ferida, por Maria Betânia - Poesia no blog





Acabei com tudo

Escapei com vida

Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída

Mas saí ferido

Sufocando o meu gemido

Fui o alvo perfeito

Muitas vezes no peito atingido



Animal arisco

Domesticado esquece o risco

Me deixei enganar e até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive

Mas mesmo assim se vive

Morrendo aos poucos por amor



Eu sei

O coração perdoa

Mas não esquece à toa

O que eu não me esqueci



Eu andei demais

Não olhei pra trás

Era solta em meus passos

Bicho livre sem rumo sem laços



Me senti sozinha

Tropeçando em meu caminho

À procura de abrigo

Uma ajuda um lugar um amigo



Animal ferido

Por instinto decidido

Os meus passos desfiz

Tentativa infeliz de esquecer.



Eu sei que flores existiram

Mas que não resistiram à vendavais constantes

Eu sei

As cicatrizes falam

Mas as palavras calam

O que eu não me esqueci



Não vou mudar

Esse caso não tem solução

Sou fera ferida

No corpo na alma e no coração



Eu sei que flores existiram

Mas que não resistiram à vendavais constantes

Eu sei

As cicatrizes falam

Mas as palavras calam

O que eu não me esqueci

Autores - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Publicado em 02/03/2017
1 comentários
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  1. User

    A poetisa escreveu em 02/03/2017 18:13:05:

    ATÉ PARECE O CASO QUE ACONTECEU NO 06 DE FEVEREIRO NO BAOBÁ. AS FILHAS DE SANTO DA DONA NEIDE, DORINHA CAVALCANTI E CLAUDIA PUENTES SE PEGARAM AOS TAPAS POR QUESTÕES DE QUEREREM APARECEREM, UMA MAIS QUE A OUTRA PARA SUA MAE DE SANTO. OS TAPAS OCORRERAM NOS FUNDO DA COZINHA DO BAOBÁ, CHEGANDO ATÉ ARRANCAR OS TURBANTES DA DORINHA DO MUQUEM. BEM TÍPICO DELA. FERA FERIDA!

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