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Política

Deputada é acusada de oferecer cargo para tirar rival de eleição


Natural de União dos Palmares e candidato de Rosinha da Adefal, Pedro José "negou" lero para convencer rival


Suspensa pela Justiça de Alagoas, a eleição para a direção da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) é fonte de troca de acusações, devido ao interesse partidário no pleito da entidade que atende mais de dois mil associados. O atual presidente da Adefal e candidato à reeleição, João Ferreira, denuncia que a deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) lhe ofereceu um cargo no governo de Renan Filho (PMDB), em troca de sua renúncia à candidatura na entidade que a parlamentar já presidiu.

O presidente e candidato da Chapa 1 acusa a deputada federal alagoana e o candidato da Chapa 2, Pedro José de Lima Neto, de terem levado a proposta de uso indireto do dinheiro público para comprar uma eleição, quando visitaram sua residência, em 07 de fevereiro deste ano, às 20h, acompanhados da secretária de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos (Semudh), Cláudia Simões, e de mais dois advogados.

O presidente da Adefal disse ao Diário do Poder que, na ocasião, a deputada e a secretária teriam oferecido o cargo de titular da Superintendência de Políticas dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de Alagoas, que paga salário bruto de R$ 6.093,05.

“Eu recebi, assim, inesperadamente, na minha casa, o que eu considero praticamente quase uma invasão, a deputada Rosinha, a secretária da Mulher e da Cidadania, doutora Cláudia Simões, os advogados e o candidato da Chapa 2 foram na minha casa, em fevereiro, e foram com a proposta de oferecer um cargo de superintendente estadual da pessoa com deficiência do Governo do Estado, para que eu abandonasse a minha candidatura. Porém, em respeito aos associados que estão comigo, eu não aceitei, nem vou aceitar cargo político, para deixar de ser candidato na Adefal”, disse

A secretária Cláudia Simões, que teria representado o Governo de Alagoas na suposta abordagem ao adversário político da deputada, negou ter participado da tentativa de cooptação, usando a máquina pública. “Isso nunca existiu, se quiser falar pessoalmente estou às ordens”, disse a secretária, que sucedeu Rosinha da Adefal, no comando da pasta

Por meio de sua assessoria, o candidato da Chapa 2, Pedro José, se limitou a desqualificar a acusação. “Pedro José diz que é uma acusação mentirosa”, disse a assessoria. E a deputada Rosinha da Adefal não atendeu aos telefonemas da reportagem, nem respondeu às perguntas enviadas via WhatsApp.

 



Renan Filho não comenta denúncia contra aliada (Foto: Ascom Semudh)

Para a proposta se concretizar, Renan Filho, que é quem nomeia os cargos do Estado, deveria dar o aval. O Diário do Poder questionou a assessoria do governador sobre o assunto, mas O chefe do Executivo de Alagoas decidiu não comentar o assunto.

Segundo João Ferreira, em “outros momentos”, o presidente do PTdoB em Alagoas, Antonio Marco Toledo, teria lhe abordado com a mesma proposta. O dirigente partidário é o atual secretário Executivo de Gestão Interna da Semudh, com salário de R$ 9.079,83. E ele nega ter reforçado a proposta que teria sido feita pela sua chefe e pela deputada.

“Nunca tratei com isso, não. Apenas a deputada Rosinha é de um partido que eu presido. Misturam muito. Não estamos numa eleição política, mas da Adefal. Tem que separar, não é isso?”, disse Marco Toledo.

O cargo supostamente oferecido ao presidente da Adefal é ocupado atualmente por Dilma Pinheiro da Silva.

TAMBÉM É ALVO

O atual presidente da Adefal provocou a Justiça Eleitoral para impedir que a deputada usasse o nome da entidade em seu nome usado na propaganda eleitoral e nas urnas. Mas também é alvo de acusações da Chapa 2, que o denunciou pelo suposto cadastramento de 600 associados para votar em menos de uma semana, por instituir comissão eleitoral a serviço de sua candidatura e de usar a máquina para favorecimento da reeleição, entre outras irregularidades apontadas no processo eleitoral

João Ferreira nega as irregularidades alegadas pelos adversários e afirma que dentro do prazo aberto para a regularização e ingresso de associados, pouco mais de 300 associados se tornaram aptos a votar, num universo de mais de 2 mil eleitores.

Fonte Diário do Poder - reportagem de Davi Soares

Publicado em 16/06/2017
2 comentários
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  1. User

    Cícero Carlos escreveu em 17/06/2017 17:29:29:

    Enqto isso quem sempre perde é a pessoa com deficiência, pois essa briga de acusações é legal para a Adefal, e as pessoas que lá estão constituíram uma monarquia, onde vai passando o comando da mesma para pessoas que estão lá há 35 e sempre que se forma uma Chapa para concorrer democraticamente tem essas coisas, não entendo porque não querem que outras pessoas possam administrar os destinos da Adefal...

  2. User

    Cícero Carlos escreveu em 17/06/2017 17:27:23:

    Enqto isso quem sempre perde é a pessoa com deficiência, pois essa briga de acusações é legal para a Adefal, e as pessoas que lá estão constituíram uma monarquia, onde vai passando o comando da mesma para pessoas que estão lá há 35 e sempre que se forma uma Chapa para concorrer democraticamente tem essas coisas, não entendo porque não querem que outras pessoas possam administrar os destinos da Adefal...

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