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Cidades

Movimentos rurais entram em estado de luta e prometem mobilizações em Alagoas


Movimentos sociais pretendem continuar bloqueando rodovias a partir da semana vindoura


Após a ocupação do pátio da Usina Laginha, que começou no dia 11 deste mês sem prazo para acabar, na cidade de União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana, cerca de 1.000 trabalhadores rurais Sem Terra que participavam da ação decretaram estado permanente de mobilização em defesa da Reforma Agrária. As ações dos Sem Terra pretendem pressionar para cobrar a agilidade no processo de destinação das áreas da massa falida do Grupo João Lyra para fins de Reforma Agrária.

De acordo com a coordenação do grupo, os manifestantes montaram acampamento em frente ao prédio da Usina Laginha, denunciando o que consideram como a "paralisia no acordo firmado entre o Governo do estado, Tribunal de Justiça, representantes da massa falida e os movimentos sociais em torno das áreas das Usinas Laginha, Uruba e Guaxuma".

Segundo Josival Oliveira, integrantes da coordenação do MLST, desde o processo das ocupações dos camponeses nas áreas da massa falida, iniciou-se uma intensa negociação, que hoje, por conta da nova administração das áreas do Grupo João Lyra, não caminha para sua solução.

"Entre os acordos firmados nas negociações das terras, tínhamos, em relação à Usina Uruba, sua desocupação, tendo o compromisso de desapropriação de 1.500 hectares das terras da Usina Guaxuma para o assentamento das famílias Sem Terra, além das terras da Laginha, que também seriam parte destinada à Reforma Agrária", explicou Josival.

Além da ocupação do pátio da Usina, os Sem Terra bloquearam trecho da BR-104, em União dos Palmares, durante toda a manhã de quarta-feira (12). Para Débora Nunes, da coordenação do MST, esse é o início de intensas mobilizações dos Sem Terra com o objetivo de pressionar o governo para operar agilidade nas negociações e de diálogo com a sociedade, na defesa da Reforma Agrária e em denúncia ao que João Lyra e suas Usinas representaram para Alagoas.

"Esses dias serão de constante demonstração da nossa disposição de permanecer em luta para a conquista do que queremos. Nossa luta é para que milhares de trabalhadores que viveram explorados nessa região tenham liberdade com a conquista da terra para viver com sua família de forma digna", reforçou Débora.

Além do MST, o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Luta pela Terra (MLT), o Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL) e Terra Livre formam a unidade dos movimentos de luta pela terra em mobilização permanente na disputa pelas áreas do Grupo João Lyra.

Por Jonathas Maresia | Portal Gazetaweb.com Com o blog

Publicado em 13/07/2017
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