Credores da massa falida do Grupo JL fecham rodovia e vão para o confronto






Articulados e organizados administrativamente e juridicamente, os credores trabalhistas da massa falida do Grupo JL iniciaram uma série de ações para chamar a atenção do país para o que consideram aberrações jurídicas e desrespeito aos direitos.

O primeiro passo está sendo dado já nesta quinta-feira (26), em Atalaia, com a interdição da rodovia federal. Ações semelhantes vão ocorrer nos próximos dias em regiões de Minas Gerais, onde também existem milhares de credores, além de outros municípios de Alagoas e, talvez, até nas imediações dos respectivos Tribunais de Justiça.

O mal estar está sendo provocado pelo administrador da massa falida, José Lindoso, a partir da forma como decidiu iniciar a quitação dos débitos, inclusive alterando os valores dos acordos e das decisões firmadas na Justiça do Trabalho.

O fato é que advogados, credores, sindicatos e o comitê de credores preparam, em conjunto, um encaminhamento jurídico único para reverter a situação. Podem pedir, inclusive, o afastamento do administrador. E um dos próximos passos é trazer os sindicatos de Minas para uma atuação conjunta.

Até uma reunião com membros do Ministério Público Estadual, que contou com a presença do PGJ Alfredo Gaspar de Mendonça, foi realizada. Promotores presentes ao encontro afirmaram que estão acompanhando o processo e se disseram assustados com a aplicação de deságios nos valores dos créditos a serem recebidos pelos credores trabalhistas.

A panela de pressão está só esquentando. Mas está prestes a explodir. Basta acompanhar alguns grupos que se comunicam pelas redes sociais. Se fizerem tudo o que propõem e programam com relação ao Judiciário e ao administrador da massa falida, entre outros, muita gente vai sair com ‘queimaduras’.

Reportagem de Voney Malta - Cada Minuto

Comentários 2

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  1. MARCUS SILVA escreveu em 27/04/2018 08:25:04:

    ISSO É MUITA FALTA DE RESPEITO, SE FOSSE DE INTERESSE POLÍTICO JÁ TINHA RESOLVIDO, ESSA JUSTIÇA É UMA MERDA MESMO.

  2. Kosciusko Batista escreveu em 26/04/2018 13:39:52:

    Infezmente é um absurdo o que estamos passando há mais de 4 anos da decretação da falência e chega uma administração querendo descomprir a lei 11.101 e fazer pagamentos sem obedecer aos critérios da aludida lei.

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