Falar em “show de arbitragem” no atual cenário brasileiro não é tarefa simples, especialmente diante do momento delicado vivido pela arbitragem em nosso país. No recém-encerrado Campeonato Alagoano, infelizmente, os árbitros não apresentaram boas atuações, salvo raríssimas exceções. Faço essa observação com certo constrangimento, sobretudo por já ter vivenciado momentos marcantes nos tempos áureos da arbitragem alagoana.
Foram registrados erros grosseiros que interferiram diretamente nos resultados de algumas partidas, como nos confrontos entre CSE e CSA, Coruripe e Penedense, Murici e ASA, além de CSA e Murici, entre outros.
Por outro lado, é gratificante perceber o surgimento de novos talentos no cenário local. Entre eles, destaco o árbitro Márcio Araújo, que vem mantendo boas atuações tanto na temporada passada quanto na atual. Outro nome promissor é Diego Henrique de Oliveira Cardoso, representante de uma nova geração que demonstra grande potencial.
Como assistente, é impossível não ressaltar o excelente trabalho de Jéssica Alves Bomfim, que vem se destacando de forma consistente há bastante tempo. Seu desempenho tem sido amplamente elogiado pela imprensa esportiva alagoana, o que reforça a necessidade de um olhar mais atento por parte da Comissão de Arbitragem da Federação Alagoana de Futebol.
Na condição de comentarista e analista de arbitragem, tive a satisfação de acompanhar a brilhante atuação do quarteto de arbitragem no jogo do último domingo (12), realizado no Estádio Orlando Gomes de Barros, em União dos Palmares. A equipe foi comandada com segurança por Diego Henrique, tendo como assistentes Jéssica Alves Bomfim e Adrielli Lalesca, além do quarto árbitro Kaio Lustosa.
Tenho acompanhado de perto o desempenho dos árbitros alagoanos e observo uma renovação importante, conduzida com imparcialidade pela Comissão de Arbitragem, sempre priorizando a valorização dos profissionais locais.
Embora não tenha o costume de atribuir notas às atuações dos árbitros, abro aqui uma exceção: o desempenho de Diego Henrique, Jéssica Alves Bomfim e Adrielli Lalesca na partida entre Zumbi e São Domingos foi digno de nota máxima.
Por fim, espero que a Comissão de Arbitragem de Alagoas, muito bem dirigida por George Alves Feiosa, continue acompanhando de perto e valorizando esses novos talentos, fundamentais para o fortalecimento e o futuro da arbitragem alagoana.
Por José Roberto Ventura - Sociólogo, analista político e ex-árbitro de futebol
Comentários