O governador, Antônio Gomes de Barros, foi alvo nas redes sociais, neste 16 de setembro, de várias homenagens pelo aniversário de morte, ocorrido em 16 de setembro de 1976. Trata-se de um momento de forte lembrança, saudade e reativação emocional do luto. O dia trouxe para quem conviveu com Dr Antônio Gomes de Barros, fortes lembranças que vão desde à perda até o convívio com este político que governou Alagoas e foi prefeito de União dos Palmares.
Com o passar do tempo, o dia foi de fortes lembranças de Dr Antônio Gomes de Barros, por honrar a história e o legado político de quem já partiu há 50 anos.
Acender uma vela, olhar fotos antigas ou visitar o local de sepultamento, são gestos terno, principalmente dos parentes, filhos, bisnetos. O aniversário do falecimento, é o oposto do aniversário natalício. Portanto, é o dia que marca uma pessoa e costuma ser um momento de forte emoção, lembrança e reativação da saudade. Evidencia a ausência, a dor de coexistir com o carinho pelas lembranças.
O blog ouviu, o ex-vereador, Cícero Rubens de Holanda Cavalcante, seu Rubinho, chefe de gabinete de Dr Antônio Gomes de Barros, então vice-governador de Divaldo Suruagy. O pai do ex-vereador, Fabian Holanda; Fabiana; Fabrícia; Fábio e Felipe, disse que trabalhava a semana toda em Palácio o Floriano Peixoto, e retornava para União dos Palmares, de trem, na sexta-feira. Muitas das vezes essa viagem de trem, ocorria na companhia de Dr Antônio Gomes. Homem humilde, pacato, de modos franciscanos. Ele disse a nossa reportagem que conheceu Dr Antônio Gomes de Barros, quando pichava um dos muros da cidade, com um "abaixo a ditadura!", Fora o governo Militar, quando ouviu uma voz vindo de trás, de uma pessoa, calma e educadíssima.
- Você tem uma letra muito bonita na parede, rapaz! Estou falando com um rebelde sempre em busca de Justiça?(sic). Assustado, Rubinho se voltou para dr Antônio Gomes de Barros, num silêncio ensurdecedor e ficou calado. Naquele momento, celebraram amizade que se revelou de longa data, onde seu Rubinho virou chefe de gabinete de Dr Antônio Gomes de Barros, vice-governador e depois governador, até o falecimento de Dr Antônio Gomes de Barros.
Como jornalista, a minha lembrança mais presente de Dr Antônio Gomes de Barros, foi atiçada pela minha avó, Maria Gabriel. Ela engomava, depois de lavada no rio Mundaú, todas às camisas do mais puro algodão de Dr Antônio e do seu filho, Manoel Gomes de Barros. Era um 10 de outubro e no dia 13, desfile da banda marcial do ginásio municipal, Mário Gomes de Barros na festa de emancipação política de União dos Palmares com Atalaia-Viçosa.
Trazido de Maceió, por seu Caetano, motorista oficial, num Galaxie preto, lembro quando ele desceu do veículo e de cabelos bem penteados para trás, de maneira impecável, onde parecia usar um um gel poderoso. Foi ainda nos degraus da fazenda Jurema, que fui instado por ele.
- Meu filho quer falar comigo? Disse que sim. Naquela época, precisava de uma ajuda financeira para comprar a farda do ginásio, Mário Gomes de Barros, pois eu tocava na banda marcial.
- Quanto é? Perguntou.
- Não sei, doutor!
- Esse dinheiro dá! Quis saber. Sim, acredito que dá muito bem para comprar minha camisa. Era como se fosse em dias de hoje R$ 100,00. Foi o último contato que tive com ele antes de seu falecimento, alvo de um ataque cardíaco. Um infarto agudo do miocárdio, fulminante. Era domingo, jogava o CRB, seu time de coração, contra o Botafogo da Paraíba, no estádio Rei Pelé e o ex-treinador de futebol, Pompéia, já falecido, era o goleiro, pegando tudo.
Hoje, neste 16 de setembro, fazem 50 anos de falecimento do primeiro governador de Alagoas, natural de União dos Palmares. Saudades. (Ivan Nunes)
Dr Antônio Gomes de Barros é pai de Manoel Gomes de Barros, ex-governador de Alagoas
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