19/11/2020 Por Ivan Nunes

Primeiros 300

A falta de sintonia da secretaria municipal de Cultura da prefeitura de União dos Palmares com a Fundação Palmares virou tradição quando o assunto é a celebração do 20 de novembro. Autoridades locais são barradas na hora de terem acesso ao Parque além de imposições artísticas e culturais.

A pandemia do coronavirus afastou frontalmente a visita ao ambiente histórico de maneira direta. O turista foi compelido de frequentar um ambiente que ainda reflete a história de luta do legado de Zumbi dos Palmares cuja atração está nos seus observatórios; ocas; palácios e local de oferendas sob a batuta da babalorixá Mãe Neide, do Grupo Espirita Santa Bárbara de Maceió.

Este ano, as comemorações do 20 de novembro não ocorrerão de maneira suprema ao guerreiro que sempre foi o cerne de tudo. Uma nova ordem, aponta para as primeiras 300 pessoas terem acesso ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares e depois disso: fecha-se a porta para todos.

Não haverá neste dia tão importante para a cultura negra, presença de autoridades políticas em nível de estado ou nacional. Embaixadores e embaixatriz nem de longe pensar. Nem mesmo o presidente da Fundação Palmares revelou sua agenda para o 20 de novembro.

Aos poucos nossa cultura se enfraquece com o que eles ditam e impõem de maneira desigual para os que sonham na verdade, ter a Serra da Barriga como uma indústria sem chaminé. Pena, tratar-se de um  ledo engano. Pena!

 

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20 de novembro 2020: restrição ao público e programação incerta

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